quarta-feira, 22 de abril de 2015

Uma Reflexão sobre Mateus 9. 35-38




Estou lendo menos a Bíblia para poder ler mais. Tenho ruminado textos como a vaca rumina capim, mastigando, mastigando, engolindo, retornando ao texto e fazendo o mesmo processo inúmeras vezes. O resultado é o texto que se segue abaixo, uma reflexão devocional sobre Mateus 9. 35-38

Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças. Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor. Então disse aos seus discípulos: "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara". Mateus 9:35-38

Deus Conosco, Emanuel, neste trecho Jesus se demonstra presente nos quatros cantos, disposto ele dispensa seu melhor, o ensino do seu Reino, o anúncio das Boas Novas, da alegria, do renovo. Jesus, anda junto e presta auxílio, atende as nossas carências seja quais sejam, Ele é a própria cura que andando e estando entre o povo, dá força, aquece e esmorece aquela velha sensação de solidão. A multidão então não pode senão testemunhar na própria pele o cuidado de um Deus que resolveu além de interagir viver ao nosso lado. Deus é um bom amigo que percorre nossas aldeias e nossas cidades, os pequenos e os grandes espaços de nossa vida.

E quando os pés estão feridos, no momento em que olhamos para os lados e percebemos que desviamos o caminho para a estrada destrutiva dos desejos concupiscentes do coração mimado e cheio de vontades, naquele momento em que tomamos um fardo que nos faz cair e vivemos como lobos solitários, mesmo sendo ovelhas, Ele aparece, ele se compadece do desespero que está escrito em nossos olhos, em nosso orgulho. O Cristo sente as suas entranhas remexendo de tanto amor por nós, então Ele nos alcança, nos ama, nos orienta, nos limpa e nos pastoreia. A compaixão de Jesus tem sobrenome e é perdão, recomeço.

Mas, as mudanças não acabam por ai, o recomeço nos abre os olhos e a multidão vira seara, temos um novo olhar, nossa perspectiva se aproxima daquela do Salvador, que neste momento sorri para nós. O alcançado já experimentado do poder do amor e da maravilha do ensino é convidado a perceber que ele não é o único, que a multidão é a seara que precisa ser colhida, muitos precisam do mesmo toque de renascimento. Aqui o Salvador compartilha com o salvo seu padecer e o convida a sofrer, a ver que tem é gente ainda para ser salva, curada e que no meio do povo tem uns doentes que se acham médicos, mas pelo câncer do orgulho estão definhando, lindos por fora, apodrecendo por dentro, aos poucos.

Por fim, o Salvador nos convida para uma conversa sincera com o dono da seara, Ele ensina que a obra não é nossa e que ao Senhor da seara devemos rogar, ele nos ensina que quem está sadio precisa de serviço, mas este labor carece de uma formação especial, de uma benção dos céus, pois sem ela não há formação e sem esta em vão se trabalha. Então Senhor Salvador Emanuel Cristo Jesus e Rei, dá-nos aquilo que precisamos, aqui estamos, nós somos teus trabalhadores.

Amém 

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