sexta-feira, 18 de abril de 2014

Páscoa: Consumação e Redenção




Páscoa, evento religioso comemorado pela tradição judaico-cristã, um marco tanto para o judaísmo contemporâneo e antigo, quando para os cristãos das mais diversas famílias teológicas. Páscoa, em primeiro momento, uma festa memorial, um período para celebrar a libertação do estado de escravidão de Israel.

Contudo, com advinda do próprio Deus, na figura do Filho, e o cumprimento da promessa messiânica, a páscoa se alarga ( Filipenses 2: 8-10). A festa memorial da libertação da condição material de escravidão de Israel, através da manifestação sobrenatural do Deus criador se torna mais do que isso; Torna-se a festa da libertação da condição de escravidão eterna do homem, de celebração ao ato de libertação, transforma-se em festejo ao ato de redenção. É no contexto pascoal que torna-se plena a consumação do plano salvífico de Deus ( Efésios 2: 16-19).

A fé que propiciava o derramar das graças de salvação, a partir daquele que ainda haveria de vir, torna-se a fé que propicia o derramar das graças de salvação por aquele que já veio e vai voltar (Hebreus 8: 8-10). A espera convicta torna-se certeza no madeiro. E a dominação do pecado sobre o homem tem seu fim. Todos os pecados perdoados foram. O convite e o chamado foram totalmente escritos.

Como disse o próprio Cristo, “Está Consumado” ( João 19: 30). Para aqueles que o tem como certeza não há, como afirma o apóstolo Paulo ( Romanos 8: 01), nenhuma condenação, pois estão em Cristo. Foi a cruz que apagou os pecados, na cruz houve o último sacrifício. Nosso sumo sacerdote derramou sua vida e intercede por nós (Hebreus 09: 11-15).

A páscoa nos traz para a reflexão a certeza que no momento de nossa conversão passamos já a usufruir das bem-aventuranças do gozo celeste. Foi na páscoa que o primogênito entre os mortos ressurgiu ( Mateus 28: 5-6) e nisto temos o fundamento da fé ( 1 Coríntios 15:16).

Que possamos, nestes dias, entendermos que foi nos eventos pascoais do período neotestamentário que Deus na sua intervenção material na narrativa dos homens, dividiu a história e a partir desta divisão nos propiciou a compreensão que mais do que uma festa memorial, a páscoa é um festejo que nos lembra da ação amorosa e salvífica de Deus.