quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Raízes da Perseverança





Salmos 59. 6 "Mas eu Cantarei louvores á tua força; de manhã louvarei a tua fidelidade, pois tu és o meu alto refúgio, abrigo seguro nos tempos difíceis"

Os tempos difíceis e os pecados nos perseguem, não estamos isentos de nenhuma dessas realidades, imperfeitos, vivemos em um jardim de espinhos que nos ferem e nos levam ao erro constantemente. 

Mas, devemos menosprezar a graça de Deus porque erramos? Seria a cruz diminuta ao ponto de não ter carregado ao martírio nossos pecados? De modo nenhum, somos salvos pela imensidão da graça, incessantemente capaz de exercer sobre nós o grandioso perdão de Deus. O único pré-requisito para isso é a comunhão, amizade sincera com o Deus dessa salvação.

João nos diz que aquele que diz viver sem pecar não tem parte com Deus, pois é mentiroso e vive no pecado, Lutero ressoa essa verdade ao afirmar que seria pecador até o dia de sua morte, ou seja, nada que façamos de bom ou mau mudará essa realidade. Entretanto, tanto o apóstolo, quando o reformador em seguida, afirmaram que em Cristo estamos transformados e que como santos não mais pecamos, algo que é paradoxal, não?

O fato é que as afirmações de ambos refletem a genuína verdade de um evangelho perfeito: SOMOS E SEREMOS ATÉ O FIM DA HISTÓRIA MISERÁVEIS PECADORES, mas Deus escolhe em amor outorgar em nosso coração a santidade de Cristo, através da justiça redentora da cruz. Indignos, somos feitos dignos, mediante a uma obra que não é nossa, pois tanto o querer, quanto o efetuar pertencem ao Senhor, que opera sobre nós sua máxima de virtude, para nós, cabe apenas o caminhar ao seu lado, de mãos dadas com Ele e com todos, que como nós, precisam dessa misericórdia.

Desse modo, que possamos não rejeitar a ponte de religação operada em Cristo, que possamos cantar louvores em agradecimento a força de Deus e sua grandiosa fidelidade, pois se é Nele que há refúgio e abrigo, se é Nele que existe o perdão e a transformação- que, inclusive, não é de iniciativa nossa- por qual razão deixar de caminhar ao seu lado?