quinta-feira, 28 de maio de 2015

Entrevista com o Pastor: Pr. Ariovaldo Junior da Igreja Manifesto e Idealizador da Bíblia Free Style





  1. Como você define o ofício de pastor? O que é ser um pastor para você?
    Cuidar de gente. Assumir que nossa razão de viver é auxiliar nossos irmãos a alcançarem a maturidade e liberdade conquistada por Cristo na cruz.


  2. Como um pastor lida com o tempo? Ministério, vida pessoal... como administrar as tensões do cotidiano?
    Cada pastor vai lhe dar uma resposta diferente a isto. Eu considero que quem não viva no fio da navalha, está sendo negligente com alguma área da vida. Quem não tem problemas familiares, está sendo negligente com o ministério. Quem não tem problemas ministeriais está sendo negligente com a família.


  3. Na sua opinião, qual é a maior fragilidade do pastorado
    A solidão. Não que eu me sinta sozinho fisicamente falando, mas o problema é que nem todas as dores conseguem serem sentidas pelos companheiros de jornada. Algumas coisas doem mais na gente mesmo.


  4. E o ponto forte do exercício do pastoreado? O que mais traz alegria no exercício de tal ministério?
    Gente transformada pelo poder do Evangelho. Uma palavra qualquer, tola até, que encontra lugar no coração de um sujeito e faz dele um Filho de Deus. É um prazer ser a mula que todo dia ajuda os profetas a serem mais profetas.


  5. Qual seria o seu conselho para quem não tem experimentado essa alegria?
    Saia de viagem. Vá conhecer outros ministérios e outros pastores que possam lhe inspirar. A rotina da vida da igreja as vezes mata pastores. Eles passam a achar que as demandas ordinárias tem alguma coisa a ver com fazer a vontade de Deus.


  6. A sociologia tem um conceito bem interessante de papéis sociais, de acordo com seus estudiosos, os papéis são parte fundamental da construção da nossa biografia, mas inevitavelmente nossos diversos papéis podem vir a entrar em conflito, pensando nisso, como você tem lidado com os conflitos provenientes dos seus mais diversos papéis, como não ser pastor no lugar de amigo ou de pai ou marido?
    As vocações não são exclusivas na vida de uma pessoa. Ou pelo menos não deveriam ser. Eu sou mais útil no ministério como marido, pai ou amigo do que como um líder eclesiástico. Ser pastor não é ser um guru. É apenas ter aprendido onde encontrar alimento... e agora ensinar aos outros como chegarem lá por suas próprias pernas.


  7. Qual tua opinião sobre a autoridade pastoral em um mundo onde a religiosidade cristã esta cada vez mais desacreditada?
Quem reivindica algum tipo de autoridade, no fundo não a tem. O Reino de Deus é um lugar de submissão voluntária. Todos se submetendo uns aos outros, buscando servir mais do que ser servido. Se alguém bater no peito e disser “me respeita pq eu sou ____ (coloque qualquer título eclesiástico aqui)”, fuja deste. Este milita sua própria causa e não a de Deus. O Cristo de Deus esvaziou-se de si mesmo para ser igual na comunicação de sua verdade. Cabe a nós fazemos o mesmo.