sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Uma Fé em Ação





Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: "Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso?  Tiago 2:15-16
Estamos nos preparando para o 1º Encontro Refletindo a Graça que terá como tema "Fé Cristã & Ação Social- Desafios de um Cristianismo Político" e a partir de hoje, eu, Álvaro Botelho, estarei publicando algumas reflexões que tenham como cerne da questão, o tema do nosso encontro. 

Neste post, quero abordar a fé como força ativa sobre o mundo, fé que neste contexto significa ação, como bem coloca o versículo destacado. Fé em ação, portanto, é o princípio do que pode-se chamar de um cristianismo político e também o seu grande desafio.

Princípio porque é a partir da fé ativa que se encontra a caridade, a santidade interventiva, capaz de vestir, aquecer e alimentar, enfim, satisfazer o outro. Como habitantes de um reino que já está presente, mas que será aperfeiçoado, temos como pauta da vida convertida o santificar o mundo e a partir disso, permitir ao Espírito Santo remir aqueles que vierem até Ele com fé.

A fé ativa também é desafio porque põe no fogo nossos corações e em xeque nossa conversão, uma fé morta é expressa por um dito sem gesto, por uma oração sem ação, uma fé morta é descrita por Tiago nos versículos trazidos como algo ineficaz, por isso, a passagem acaba com a expressão “ de que adianta isso?”

O próprio Cristo nos revela, não somos do mundo, porém não devemos sair dele, devemos antes ser livrados do mal, sermos santificados na verdade que é a Palavra e assim por Cristo sermos enviados ao mundo, para fazer a vontade divina e revelar o Deus que nos amou em unidade e comunhão. ( João 17. 15-26)

O desafio está lançado, ao que sente ardor por Cristo no peito resta a negação do próprio Eu, do egoísmo do mundo, pois não devemos nos conformar com esta era ( Romanos 12. 2). E não se conformar com esta era é viver o reino que já está em nós é entender que a justificação pela fé, como dizia Lutero, liberta-nos para amar o próximo, para sermos de Cristo uns para os outros, para nos consumirmos em favor dos outros, como também Cristo nos amou e deu a si mesmo por nós. 
Referências
  AQUINO, Rodrigo Bibo de et al. Jesus Cristo. In: AQUINO, Rodrigo Bibo de et al. Mosaico Teológico: Esboço de Doutrinas Cristãs. Joinville: Btbooks, 2013. p. 31-52.

CAVALCANTI, Robinson. Cristianismo, secularismo e cidadania. 2011. Disponível em: <http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/330/cristianismo-secularismo-e-cidadania/robinson+cavalcanti>. Acesso em: 08 ago. 2014

 CAVALCANTI, Robinson. A mui santa participação política. 2008. Disponível em: <http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/313/a-mui-santa-participacao-politica/robinson+cavalcanti>. Acesso em: 08 ago. 2014