terça-feira, 28 de junho de 2016

Quando Saímos de uma Igreja

Estamos de volta aqui no blog e antes de partirmos para o post propriamente dito eu quero dizer que a partir de agora nossos posts obedecerão a uma dinÂmica semelhante aquela das séries de TV, ou seja, obedecerão a temporadas. A intenção de fazer isso é manter uma frequÊncia decente por aqui e assim não abandonar o blog por completo, assim faremos temporadas de posts semestrais que irão praticamente coincidir com o mÊs das férias, já que graças ao doutorado esse é tempo que tenho. Portanto, esse é o primeiro de uma série de dez posts. 


O fluxo religioso e interdenominacional é inevitável. Seres humanos mudam e com isso seus valores também, às vezes para melhor outras vezes para a pior. Uma das mudanças possíveis de acontecer com cristãos é a saída de uma determinada igreja, de fato isso está cada vez mais comum e não é por si só um problema, mas como quase tudo na vida pode se tornar um.

Saídas ocorrem pelos mais diversos motivos desde uma virada no entendimento teológico que aponta para uma linha teológica divergente daquela sustentada pela igreja, passando por coisas mais delicadas tais como problemas que envolvem a saúde espiritual até coisas mais banais como por exemplo mudança de bairro, cidade, estado ou mesmo país. 

O fato é que independente do seu estado e do motivo da mudança você estará em um momento frágil da vida espiritual e o comodismo pode bater forte trabalhando como ferramenta diabólica para a desconstrução daquilo que Cristo tem trabalhado em você no que consta a pertencer ao seu corpo, pensando nisso, separei 4 princípios que podem auxiliar aqueles que saíram de uma igreja a se manterem firmes. 

1- Mantenham-se Firmes na Oração e na Leitura da Palavra 

Sair de uma igreja é um ato complicado porque é semelhante aquele que o jardineiro faz ao tirar uma planta do solo para plantá-la em outro lugar, ou seja, nossas raízes ficam amostra e não mais podemos usufruir dos nutrientes que antes tínhamos, levando isso em consideração é fundamental a manutenção da oração e da leitura da palavra, a comunhão devocional e individual será o canal no qual Deus nos guiará para uma nova terra onde poderemos frutificar. Para meditação: Salmo 63 1-8; Salmo 119

2- Segure a Língua e Não Ceda Espaço para a Mágoa ou Discórdia 

Caso sua mudança seja fruto de uma ferida que seu coração acabou adquirindo o primeiro passo é preservar sua saúde espiritual, não se deixe levar pelos pensamentos maldosos que possam vir pela raiva, lembre-se que mesmo que um cristão possa irar-se ele não deve pecar, que um dos aspectos do fruto do Espírito é o domínio próprio, que a língua é reduto de benção e maldição e que deve ser controlada, além disso se você acha que alguém precisa pedir perdão a você, Cristo ensina que é você que deve reatar esse relacionamento, mas lembre-se se isto estiver causando dano a sua vida espiritual siga em frente e vire a página Deus trará coisas novas para você.Para meditação: Efésios 4. 26; Gálatas 5. 22-23; Tiago 3.10;  Mateus 18. 15-18; Mateus 5. 23-24 

3- Procure o Conselho de Amigos de Confiança 

Sair de uma comunidade de fé é um passo que não se deve tomar de maneira irresponsável e uma das formas de ser responsável neste quesito é procurar o conselho de amigos piedosos e de confiança, pessoas as quais possam entender o que você está passando e assim possam acompanhá-los na mudança ajudando-os em oração e na exortação na estrada da procura de uma nova comunidade de fé Para meditação: Romanos 12.13; Provérbios 27. 5-6; Tiago 5.16 

4- Não Deixe de CONGREGAR!

Por fim, não use sua saída como pretexto para deixar de congregar, comece desde logo a visitar alguma comunidade de fé, pois você faz parte do Corpo de Cristo e não se vive cristianismo sozinho, portanto, fique atento a este aspecto e siga em frente, pois na família de Deus todos os seus filhos devem achar uma casa para repousar Para meditação: Hebreus 10.22-25; Romanos 12. 4-6; 1 Coríntios 12. 27