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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Vivendo pela Fé: Âncora da Reforma

Estamos próximos do 3º Encontro Refletindo a Graça o qual terá por tema a Reforma Protestante. Hoje, estaremos dando continuidade a nossa série de posts sobre os impactos desse movimento religioso na vivência da espiritualidade cristã. Neste post falaremos de uma das colunas do protestantismo: a fé e seu efeito na certeza da salvação e, por conseguinte, na conduta cristã.



Na igreja da Idade Média a salvação estava bastante ligada a relação entre obtenção do perdão de pecados e penitências. A incerteza da salvação era a regra, o purgatório era um conforto e a igreja o caminho pelo qual a graça de Deus chegava aos miseráveis, através dos Santos, de Maria, de Cristo, dos Sacramentos e, porque não dizer, da própria hierarquia organizativa da igreja. Sobre isso, nos diz, Blainey (p. 111) 
O tratamento dispensado pela Igreja aos pecadores seguia uma fórmula: o pecador em busca do perdão confessava o pecado a um padre, que prometia absolvição, desde que cumprida a pena apropriada. Talvez o padre recomendasse orações, a prática de uma boa ação ou o pagamento em dinheiro. 
Mas, Lutero e depois os demais reformadores quebram com esse paradigma e resgatam a simplicidade bíblica, recupera-se então a doutrina da justificação da fé. Lutero conclui que a chave da salvação é o relacionamento do indivíduo com Deus. Todavia, não se trata daquilo que se pode fazer para Deus, por Deus ou no anseio de chamar a atenção de Deus. "Perdão e salvação eram dádivas de Deus, aos quais fariam jus somente aqueles que o amassem e confiassem em sua misericórdia." (BLAINEY, p. 111)

Lutero, assim como outros cristãos, tais como São Francisco e Paulo, vislumbrou uma grande verdade da espiritualidade cristã: "A confiança em Deus todo-misericordioso, que se revelou em Jesus Cristo, outorga aquela comunhão com Deus, aquele companheirismo, comparado com o qual, tudo o mais nada significa" (NICHOLS, p. 158) 

A mensagem que é âncora da reforma é e sempre será reconfortadora para os corações em desespero. Como antes, também agora é possível encontrar a mesma confiança e paz em Deus encontrada por Lutero ao ler os versos escritos em Hebreus 10. 38 “ Mas o justo viverá pela fé! Contudo, se retroceder, minha alma não se agradará dele”. Além delas, encontramos no mesmo verso a ordem de Deus para que nunca venhamos a abandonar a convicção que é Ele e apenas Ele que nos garante a vida.

A Bíblia nos certifica: nada é preciso para garantir a salvação, nada que façamos é capaz de nos dá a salvação. Apenas a recebemos e confiamos nos méritos Daquele que nos deu tamanha graça. Portanto, como está escrito, assim creiamos: 
Deus aceita as pessoas por meio da fé que elas têm em Jesus Cristo. É assim que ele trata todos os que creem, pois não existe nenhuma diferença entre as pessoas. Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus. Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva. Deus ofereceu Cristo como sacrifício para que, pela sua morte na cruz, Cristo se tornasse o meio de as pessoas receberem o perdão dos seus pecados, pela fé nele. Deus quis mostrar com isso que ele é justo. Romanos 3. 21-26

Tomemos então o caminho, sabendo que Cristo morreu na hora certa e quando ainda éramos inimigos de Deus e que por Ele fomos reconciliados e agora somos chamados amigos de Deus.  Estamos salvos de toda ira divina e da prisão que era ser contado entre os pecadores. Enfim, cantemos como Davi jubilosamente: 

Feliz aquele cujas maldadesDeus perdoae cujos pecados ele apaga!Feliz aquele que o Senhor não acusade cometer pecado!”  (Salmos 32. 1-2) 

REFERÊNCIAS

BLAINEY, Geofrey. Breve História do Cristianismo
NICHOLS, Hasting Robert. História da Igreja Cristã 

Acompanhe-nos:https://www.facebook.com/refletindoagracaoficial/




terça-feira, 1 de março de 2016

Santos & Santas: Charles Wesley




Charles Wesley (1707-1788) foi um inglês Bacharel em Literatura; Mestre em Línguas Clássicas Latim, Grego e Hebraico); Secretário de Assuntos Indígenas da Colônia (América); Portador de Despachos Administrativos Britânicos à Colônia (Estados Unidos);Episcopalista; Capelão da Guarnição Britânica na Colônia; Evangelista; LíderMetodista-Arminianista; Poeta; Organista; e Hinólogo.

Charles nasceu em 18 de dezembro de 1707, na cidade de Epworth, no condado de Lincolnshire, na Inglaterra. Filho de Samuel, reitor da Faculdade de Epworth, e de Susanna Wesley, Charles foi marcado por Deus para uma obra muito específica desde cedo.  Na adolescência, Charles estudou na Escola de Westminster, lá, provou ser um excelente aluno, além disso criou juntamente com o irmão e George Whitefield o grupo de santidade que viria a frutificar no movimento metodista. Criado sob rígida educação familiar evangélica, Charles fora ensinado a defender a justiça. Mas apesar de ser herdeiro da vocação cristã existente na família, somente em 1738, experienciou o semear da Vida Eterna em seu coração, nutrido com força para anunciar o Evangelho de Cristo, o que faria em de maneira destacada através da composição de hinos.

Suas composições eram inspiradas nas melodias seculares de Purcell e de Haendel e, embora destinadas a congregações, eram editadas como solos. Eram melodias populares ou adaptadas da música das óperas que abundavam na época. A contextualização da música dos hinos de Wesley chocou os conservadores da Igreja, mas foi bem aceita pelo povo. Seus hinos também eram fundamentados no lema da Reforma Protestante - Sola Scriptura (Só as Escrituras) - e enfatizavam que a Bíblia é a única regra de fé do cristão. Charles Wesley também escreveu hinos para combater a concepção calvinista da predestinação, como Redenção universal, e ainda chegou a pregar um sermão intitulado Graça gratuita.

Escreveu hinos para as grandes festas da igreja, como os conhecidíssimos Cantam anjos harmonias e Cristo já ressuscitou, aleluia. Preocupou-se também com um acervo de hinos para os sacramentos da igreja, como a Santa Ceia, e com a koinonia (a comunhão cristã), à época, principal base do crescimento da Igreja Metodista. Paralelamente à música, Charles Wesley investiu todo o seu tempo para salvar os homens distantes de Deus. 

Charles viajou muito, especialmente para a Irlanda, a Escócia e o País de Gales. Ao lado do irmão, Charles pregou contra o consumo de bebidas alcoólicas, a guerra e a escravidão, e incentivou a medicina humanitária, a abertura de novas escolas e uma reforma penitenciária. Mesmo com a "agenda" tão cheia, Charles arrumou tempo para casar-se, em abril de 1749, com Sarah Gwynne.

Em 1771, depois de centenas de idas e vindas, Charles e Sarah mudaram-se para Londres. O ministério de Charles continuou, embora voltado para o âmbito local. Em Londres, eles também puderam ver muito mais de perto o crescimento dos dois filhos, Charles e Samuel, músicos excepcionais que se tornaram "alvos" de muitos convites para concertos. Em 1786, já com 79 anos, Charles Wesley, que já percorrera 365 mil quilômetros em seu ministério e havia participado de 46 mil cultos, cruzadas e reuniões evangelísticas, assumia novas responsabilidades na igreja. Foi ele quem enviou, naquele ano, os primeiros missionários metodistas para a Índia.

Quase dois anos depois, Charles Wesley faleceu. O dia 29 de março de 1788, data de sua morte, tornou-se, entretanto, apenas mais um fato dentro de uma história de vitórias e de milhares de hinos cantados até hoje. Ele também deixou para todos os cristãos uma lição de vida e amor ao Evangelho, além de uma marca pessoal indelével. Dizia-se dele: "Se houve um ser humano que repugnou o poder, a proeminência e encolhia-se ao elogio, esse foi Charles Wesley". Um verdadeiro herói da fé.

Curta nossa página: REFLETINDO A GRAÇA




terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Santos & Santas: Santa Perpétua e Felicidade




Santa Perpétua e Santa Felicidade foram cristãs martirizadas por decapitação no anfiteatro de Cartago no ano 203, na grande perseguição de Sétimo Severo.  Desde longa data, seus nomes foram incluídos nos anais dos santos da Igreja Católica

Felicidade era serva (escrava) de Perpétua e se encontrava grávida quando foi presa juntamente com sua senhora pelas autoridades romanas. A narração da coragem demonstrada pelas mártires e de seu sacrifício é detalhadamente conservada por confessores da fé cartagineses e por um escritor de sua época.

Contam os relatos que o imperador Severo mandou matar os cristãos que não quisessem adorar os falsos deuses. Perpétua estava celebrando uma reunião religiosa em sua casa de Cartago quando chegou a polícia do imperador e a levou prisioneira, junto com sua escrava Felicidade. Perpétua era uma jovem mãe, de 22 anos que tinha um bebê de poucos meses. Pertencia a uma família rica e muito estimada por toda a população, por vezes, foi tentada pelo pai a abandonar a fé e cuidar do filho, mas nunca chegou a ceder.  Ambas, mesmo sendo mães e preocupando-se com seus filhos não apostaram da sua fé.

Perpétua e Felicidade demonstram historicamente o que é a perseverança cristã em meio as circunstâncias desfavoráveis e sua relação de dependência com a comunhão íntima com Deus, por isso essas mulheres se tornaram exemplos para todas as mulheres que enfrentam dificuldades no mundo por motivo de sua fé cristã. Sua comunhão, fé e confiança são exemplificadas claramente nas próprias palavras de Perpétua eternizadas em seu diário:

“sofria por não poder ter junto a mim o meu filho que era de tão poucos meses e que necessitava muito de mim. O que eu mais pedia a Deus era que nos concedesse a graça de sofrer e lutar por nossa santa religião".
“ eu que sou cristã, não posso me chamar pagã, nem de nenhuma outra religião, porque sou cristã e o quero ser para sempre".

Felicidade deu à luz na prisão. Alcançou a graça que pedia, pois seu filho nasceu antes do martírio e foi cuidado pela igreja depois de sua morte. Enquanto paria, Um carcereiro debochava dizendo: "Agora se queixa pelas dores do parto. E quando chegarem das dores do martírio o que fará? Ela respondeu-lhe: "Agora sou fraca porque sofre a minha pobre natureza. Mas quando chegar o martírio a graça de Deus me acompanhará, e me encherá de força". E encheu-se de júbilo por poder sofrer o martírio juntamente com seus companheiros. 

Batizadas na prisão, Santas Perpétua e Felicidade, foram condenadas pela firmeza da fé, foram lançadas na arena, onde uma vaca furiosa as feriu. Ao ver a jovem mãe atirada de um lugar para outro, e o leite gotejando de seus seios, o povo horrorizou-se, pedindo o fim do espetáculo. Depois disso, foram degoladas. Perpétua e Felicidade foram a representação de tantos que provaram o valor da fé no ano de 203.

Que hoje e sempre sejamos como essas duas e pela graça de Deus vivamos confiantes na esperança da eternidade.



segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

CALENDÁRIO LITÚRGICO UM LEGADO A SER RETOMADO




Com o decorrer do desenvolvimento do protestantismo e os seus diversos movimentos internos preciosidades litúrgicas foram abandonadas por boa parte das igrejas mais recentes, este é o caso do Calendário Litúrgico ainda hoje observado por igrejas mais tradicionais e também pela igreja católica. Este post tem como objetivo apresentar a partir das diretrizes da Igreja Metodista e Episcopal Anglicana Livre o que é o Calendário Litúrgico e o que cada ciclo significa. 

O ANO CRISTÃO 

Ano Cristão, é composto por quatro grandes ciclos. Um deles, é determinado pela data móvel do Domingo da Ressurreição (Páscoa) e o outro, pela data fixa da festa da Natividade de nosso Senhor (Natal), em 25 de dezembro, os outros dois são chamados de ciclos de tempo comum. O dia da Páscoa ocorre entre os dias 22 de março e 25 de abril, sempre no primeiro domingo após a lua cheia do dia 21 de março ou depois. A sequência de todos os domingos do ano eclesiástico depende da data da Páscoa, mas os domingos do Advento são sempre os quatro domingos que antecedem o dia 25 de dezembro, independentemente se este cai num domingo ou em qualquer outro dia da semana. A data da Páscoa também determina o começo da Quaresma na Quarta-feira de Cinzas e a festa da Ascensão na quinta feira, quarenta dias após o domingo de Páscoa. O dia civil é medido de meia-noite a meia-noite. O dia litúrgico, entretanto, se estende de pôr-do-sol a pôr-do-sol, ou seja, do início da noite ao fim do dia seguinte.

O CALENDÁRIO LITÚRGICO

O Calendário Litúrgico não é uma ideia, mas uma pessoa: Jesus Cristo e o Seu mistério realizado no tempo, que hoje a Igreja celebra sacramentalmente como memória, presença e profecia.  O Ano Litúrgico se baseia, portanto, na história da salvação, cujo centro irradiador é o mistério pascal e a união em Cristo. Esse evento histórico é celebrado como memorial litúrgico, que atualiza a mensagem da salvação e desafia a comunidade de fé na direção da consumação do Reino de Deus.

CICLO DO NATAL

O Ciclo do Natal corresponde a quatro tempos litúrgicos do calendário cristão, a saber: Advento, Natal, Epifania e Batismo do Senhor. Este ciclo tem início quatro domingos antes do Natal e se estende até o Batismo do Senhor. 

Advento: O Advento é o tempo que marca o início do calendário litúrgico cristão.o Advento surge como preparação para o nascimento de Jesus, o Natal. Advento, do latim adventus, significa "vinda", "espera". Trata-se de urna celebração cujo foco é a expectativa da vinda do Messias, o Cristo prometido. Nesse período, celebra-se a espera do Messias, e pode ser dividido em duas partes: os dois primeiros domingos enfatizam o Advento Escatológico; o terceiro e o quarto domingos, a Preparação do Natal de Cristo. Dessa forma, o Advento tem a dimensão da expectativa da  segunda vinda de Cristo, bem como a expectativa da chegada do Messias que concretiza o Reino, o "já" e o "ainda não", que significa viver à espera do cumprimento das promessas e renovar a esperança no reino que virá. A espiritualidade do Advento é marcada pela esperança e pelo aguardo do Messias prometido; a fé na concretização da promessa; o amor que se demonstra com a chegada do Messias e a paz por Ele anunciada e plenificada. No Advento, usa-se o roxo, o lilás e o rosa. O roxo significa contrição, daí a matização das cores no sentido de ir clareando conforme a chegada do Natal. O rosa, geralmente, é usado no quarto domingo do Advento, que simboliza a alegria.

Natal: O segundo tempo litúrgico desse ciclo é o Natal.Natal, na acepção da palavra, significa "nascimento", entretanto, para as/os cristãs/aos, a partir do século IV d.C., esse significado é ainda mais profundo, pois, com o nascimento de Cristo, celebra-se "o Verbo que se fez carne e habitou entre nós", o Deus infinitamente rico se faz servo e habita entre os despossuídos da terra. É esse Verbo que atrai para Si toda a criação, a fim de reintegrá-la ao projeto salvífico de Deus. A espiritualidade desse período enfatiza a humanidade de Cristo e a salvação que nEle é absoluta. Para o Natal, utilizam-se as cores: branco e/ou amarelo, símbolos da divindade, da luz, da glória, da alegria e da vitória que o nascimento de Cristo representa para a humanidade.

Epifania: O terceiro tempo desse ciclo é a Epifania. que surgiu no Oriente como festa da manifestação do Cristo encarnado. Epifania, do grego (Thifimeia, significa "manifestação-, "aparição-. Antes  de tornar-se um termo utilizado pelos/as cristãos/ãs, significava a chegada de um rei ou imperador. A partir de Cristo, tem a conotação de manifestação do divino ao mundo, que no Antigo Testamento era expressa pelo termo "teofania-. Esse tempo celebra a manifestação de Cristo aos seres humanos. no momento em que os reis do Oriente seguiram a estrela em busca daquele que viria a ser o Salvador por excelência. A Epifania é para o Natal o que o Pentecostes é para a Páscoa, isto é, desenvolvimento e permanência do ato de Cristo em favor da humanidade. A espiritualidade desse período é caracterizada pela manifestação e aparição de Cristo ao mundo. É o Cristo prometido que se torna uma realidade na vida de mulheres e homens que procuram a paz, a justiça e o amor. Na Epifania, usa-se o branco por oito dias e, após, o amarelo até o domingo do Batismo do Senhor.

Batismo do Senhor: O Batismo do Senhor é celebrado no primeiro domingo após a Epifania e representa o início da missão de Jesus no mundo. Esse tempo é parte da manifestação de Jesus aos seres humanos, por isso, trata-se de uma continuidade da Epifania. Diferenciando-se pelo fato de que, na Epifania, é o ser humano (representado pelos magos) que vai a Cristo, ao passo que, com o Batismo do Senhor, é Deus (por meio de Jesus Cristo) que vem até o ser humano, a fim de cumprir Sua missão. Por isso, a espiritualidade desse dia é marcada pela missão iniciada por Jesus em prol dos menos favorecidos e injustiçados. Com o Batismo do Senhor termina o Ciclo do Natal, dando-se início ao Tempo Comum.

CICLO DO TEMPO COMUM

Além dos dois ciclos festivos (Ciclo do Natal e Ciclo da Páscoa), o "Ano do Senhor" também contempla 33 ou 34 semanas, situadas entre o Natal e a Páscoa. Esse período recebeu a designação Tempo Comum por contrapor-se à época festiva do Ano Cristão. O fato de haver um Tempo Comum ressalta o significado de que Deus não é Senhor somente das coisas extraordinárias. mas também o é do cotidiano. Enfatiza a presença constante e amorosa do Pai na caminhada do povo rumo à plenitude do Reino. A cada celebração, antecipamos a eterna liturgia do céu, para o qual nos preparamos, dia a dia, tanto no tempo festivo como no tempo comum. A postura mais amplamente adotada pelos protestantes do mundo todo foi a de designar as duas partes do Tempo Comum como sendo "Tempo após Epifania" e "Tempo após Pentecostes", respectivamente. 

TEMPO COMUM (1ª PARTE): Anúncio do Reino (Após Epifania) A primeira parte do Tempo Comum tem início na segunda-feira após a comemoração do Batismo do Senhor e vai até a véspera da Quarta-Feira de Cinzas, quando começa a Quaresma (Ciclo da Páscoa). Sua espiritualidade enfatiza o anúncio do Reino de Deus e visa à esperança e à pregação da Palavra.

TEMPO COMUM (2a PARTE): Vivência do Reino (Após Pentecostes) A segunda parte do Tempo Comum, que também é o período mais longo, começa na segunda-feira após Pentecostes e dura até a véspera do Primeiro Domingo do Advento, quando tem início o Ciclo do Natal. Sua espiritualidade comemora o próprio ministério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos, e enfatiza a vivência do Reino de Deus e a compreensão de que os/as cristãos/as são o sinal desse Reino. Se na primeira parte do Tempo Comum a ênfase é o anúncio, na segunda é a concretização do Reino de Deus.

Em ambos os períodos do Tempo Comum, usa-se o verde como cor litúrgica – sinalizando a Criação, a perseverança e a constância.

CICLO DA PÁSCOA 

O ciclo pascal, composto por Quaresma, Semana Santa, Período da Páscoa e, encerrando, Pentecostes, formou-se a partir de um processo de reflexão e sistematização do cristianismo. que durou do primeiro ao quarto século da era Cristã. A partir desse ciclo se constituiu todo o calendário litúrgico.

Quaresma: Da Quarta-feira de cinzas ao Domingo de Ramos, este período enfatiza a importância da contrição, do preparo e da conversão. Inicia-se no 40° dia antes da Páscoa, sem contar os domingos. O início, na Quarta-feira de cinzas, retorna à tradição bíblica do arrependimento com cinzas e vestes de saco (Jn 3.5-6). É um momento oportuno para refletir sobre a confissão e o valor do perdão de Deus. Sua espiritualidade enfatiza momentos de preparo na história bíblica geral e da vida de Jesus. As cores da quaresma são o roxo e o lilás.

Semana Santa: Inicia-se no domingo de Ramos. Celebração de Cristo como o Messias, salvador dos pobres, o rei dos humildes. Reflete, passo a passo, os últimos momentos até o ápice da paixão, passando pela instituição da Eucaristia, pelo lavapés, pela traição, prisão e crucificação do Senhor. Este é o momento da vigília de preparo para a ressurreição. Sua espiritualidade chama-nos a atenção para os momentos finais de Jesus, até o ápice de Sua paixão A cor da semana santa são o roxo e o preto na sexta feira.

Páscoa: É a festa da ressurreição e da libertação. Um novo Êxodo ocorre e a humanidade passa do cativeiro da morte para a vida. Sua solenidade pode iniciar-se já na Quinta-feira (instituição da ceia). Contudo. a celebração da ressurreição começa com uma vigília na noite de sábado, encontrando sua plenitude no romper da aurora, quando Cristo é lembrado como o Sol da justiça, que traz a luz da nova vida na ressurreição. A espiritualidade aponta para a ressurreição As cores da Páscoa são o branco e o amarelo ouro.

Pentecostes: Na era cristã, o Pentecostes tornou-se o último dia do ciclo pascal, quando se celebra a chegada do Espírito Santo como Aquele que atualiza a presença do ressuscitado entre nós, dando força para que as comunidades sejam testemunhas de Jesus na história. A espiritualidade que nos orienta nesse período fala da presença consoladora do Espírito, que semeia nos corações a esperança do Reino de Deus e nos impulsiona para a missão. A cor do Pentecostes é o vermelho.




terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Movimento de Convergência um Chamado para Todas as Igrejas



Igreja do Nazareno em Overland Park, Kansas


No decorrer da história cristã as divisões foram inevitáveis e com as divisões vieram o sectarismo, bem como a formação de identidades por vezes conflitantes dentro do seio da igreja que professamos, como cristãos, ser universal, una e santa.

Durante muito tempo, esta pluralidade que encontra seu apogeu na práxis do fenômeno do denominacionalismo trouxe bastante confusão e dúvidas para minha mente e várias vezes testemunhei pessoas colocarem em dúvida o cristianismo por causa das contradições sustentadas pelas igrejas dentro da Igreja. 

Foi então que o entendimento de Igreja Invisível e identidade espiritual sanaram parte das minhas inquietações, no entanto permaneceu dentro do meu coração a seguinte questão: como a Igreja ser reconhecida como Una diante daqueles que são leigos nos conceitos de Igreja Invisível e identidade espiritual? 

A Igreja do Nazareno, a qual hoje faço parte, foi o primeiro passo de Deus para me responder esta questão, pois seu entendimento sobre batismo ( o manual confirma como legítimos todas as formas de batismo e também o batismo infantil e adulto, bem como sua sacramentalidade) bem como seu entendimento da ceia ( o manual afirma a sua realidade  como sacramento e a abre para todos aqueles que professam fé em Cristo) e sua teologia equilibrada no que consta a obra do Espírito Santo me levaram a uma posição mais confortável no que consta a eclesiologia e legado histórico do cristianismo.

Mas, apesar disso, não foi o bastante. Foi no Movimento de Convergência que encontrei o que procurava. E fico ainda mais animado por saber que dentro deste movimento transdenominacional uma congregação nazarena milita. 



Igreja Luterana

O Movimento de Convergência é um movimento teológico recente que busca recuperar um ethos cristão unificador, a catolicidade ( no sentido de universalidade) da identidade cristã. O Movimento de Convergência surgiu a partir do desejo e do sentir comum de se ter uma plena experiência da espiritualidade cristã. Seu principal objetivo é trabalhar na convergência ou união dos elementos essenciais da fé, ordem e prática cristã associando as correntes: carismática/pentecostal; evangélica/reformada e litúrgica/sacramental. Um encontro entre velhos e novos tesouros que transcende os espaços denominacionais e apresenta uma profunda marca nos mais diversos grupos em busca de uma união na essência e exercício do amor naquilo que é divergente. 


Assim o Movimento de Convergência é uma busca pelo renascimento de uma espiritualidade integral na vida da Igreja; 

Por meio de uma vida sacramental, que se relaciona com um Deus presente e na história e que nos deixou elementos e ritos que são expressões visíveis de sua presença invisível.

De uma vida evangélica, que compreende a necessidade do homem converter-se a Deus, por meio de Cristo e viver uma vida de relação com Ele através de sua palavra escrita, as Sagradas Escrituras. 

De uma vida carismática, que se situa na compreensão de que a presença pessoal de Deus em nossas vidas, através do Espírito Santo, é real e quer nos mover a uma vida de intimidade com Pai, por meio do Filho. O Espírito não é uma fonte de poder, mas de relação. Ser carismático é relacionar-se com a Trindade pelo Espírito Santo, aquele que distribui os dons e carismas ao corpo de Cristo, sempre na busca de edificar o corpo.

Aqueles que abraçam o Movimento de Convergência se dividem geralmente em três tipos: As Igrejas integradas que têm mantido sua identidade original. A esta base, agregam em suas práticas de culto e ministério elementos das outras correntes que não possuem, como é o caso da Igreja do Nazareno em Overland Park, KansasAs Igrejas inclusivas são aquelas que sofreram uma metamorfose ao se tornaram parte do movimento de convergência. Principalmente, de fundo carismático e evangélico, estas igrejas se encontram em si mesmas identificadas tão de perto com outras correntes que chegam a modificar a si mesmas e muitas chegam a fazer parte das confissões litúrgicas/sacramentais e As Igrejas de rede, que são as mais independentes que têm feito parte do movimento, deixando suas associações anteriores, porém escolhendo permanecer independentes.

Patriarca da Comunhão Internacional das Igrejas Episcopais Carismáticas
Denominação Nascida do Movimento de Convergência


Apesar desta divisão, a identidade convergente pode ser facilmente identificada a partir de elementos comuns na práxis cristã dessas comunidades que dão o tom de todo o movimento. São eles: 

Um compromisso de restaurar os sacramentos, especialmente a Mesa do Senhor.

O entendimento do batismo e da ceia como símbolos com verdadeiro significado espiritual usados como um ponto de contato entre o homem e Deus.  No qual  a presença do Senhor e do seu poder se libera nestes atos. No caso da ceia, muitas comunidades oferecem-na semanalmente como parte essencial do culto. 

Um desejo maior de conhecer mais sobre a igreja primitiva

Uma busca pela identidade da igreja no decorrer da história tendo como claro objetivo de  explicar quem é, de onde veio ou por que existe e reencontrar suas raízes de tal forma a gerar uma conexão comum no contexto do Reino de Deus. Aprendendo como a Igreja primitiva entendia sua fé e suas práticas, como adorava e como liderava um movimento crescente. Assim, entendendo como a História do Corpo de Cristo pode ser descrita através das gerações posteriores, com seus êxitos e fracassos.

Amor e aceitação pela Igreja inteira e um desejo de ver a Igreja como uma.

As Igrejas de convergência olham para mais além dessas barreiras artificiais para alentar, apreciar e aprender mais acerca da singularidade que encontramos nas diferentes comunidades de fé. A oração de Jesus em João 17 é o chamado à Igreja para ser como um Corpo, não mediante a doutrinas ou dogmas, senão a estar embaixo da unidade da Pessoa de Jesus Cristo - há unidade em nossa diversidade. Este sentido de unidade não requer de nenhuma Igreja renegar sua expressão própria como Corpo de Cristo, mas ao mesmo tempo nos chama a apreciar e acolher a variedade e a beleza da Igreja mundial ao longo da história. As igrejas de convergência apreciam a chegada das várias correntes de outras Igrejas. A chamada das Igrejas do MC é: “ser uma, seguir adiante, juntas, para representar um povo unido em Cristo para alcançar um mundo ferido e doente”.

Igreja Protestante com Altar Decorado para a Data Litúrgica do Pentecostes



Um interesse de integrar estrutura com a espontaneidade no culto

A manutenção da espontaneidade carismática com a reintrodução das  liturgias  para trazer um equilíbrio necessário ao culto entre todos os elementos que as escrituras revelam como sendo necessários para adorar a Deus em Espírito e em verdade. Assim, ao mesmo tempo que se acha espaço para a ação espontânea do Espírito, se recupera os elementos litúrgicos e o culto  passa a ser o serviço do corpo na adoração, no arrependimento, no escutar das Escrituras e na celebração da morte e ressurreição de Cristo. Com isso, os credos históricos da Igreja – o Credo dos Apóstolos, o Credo Niceno, etc., estão dando cada vez mais ao corpo de Cristo as raízes fundamentais da ortodoxia. Neste processo convergente, se pode ver O Livro de Oração Comum e outros recursos litúrgicos interagindo com o culto e a adoração espontânea nas Igrejas de convergência. A Mesa do Senhor se celebra com uma maior compreensão da santidade do acontecimento e as Igrejas seguem o ano cristão e o calendário eclesiástico mais consistentemente como um meio de levar o povo a uma viagem anual de fé. Todas essas expressões dão às comunidades locais uma conexão maior com a Igreja mundial e com a Igreja através da história.

Uma maior participação dos sinais e dos símbolos no culto através das cruzes, da arte cristã e das vestes clericais.

Neste movimento, o uso de sinais e símbolos serve como a representação maior da verdade. Desta forma, outros símbolos aparecem também como pontos de contato para unir duas realidades: o sinal e o símbolo exterior e a realidade interna e espiritual. As cruzes e as velas agora adornam procissões em algumas Igrejas e alguns pastores tornaram usuais as vestes clericais em vários serviços, cultos e celebrações da Igreja. Tudo isto serve como um sinal e enriquece a realidade espiritual de ser unido com Cristo, identificando as comunidades com a fala profética estendida a toda Igreja que diz: “Sejam um”.

Um compromisso contínuo até a salvação pessoal, o ensinamento bíblico e o trabalho e ministério do Espírito Santo.

o enriquecimento sacramental e litúrgico não são uma fuga do ensino bíblico, da ortodoxia bíblica ou do ministério dinâmico do Espírito Santo, muito menos estes últimos são irreconciliáveis com os primeirosA obra de Deus é inclusiva e não exclusiva, levando adiante cada elemento que foi identificado. Dessa forma, temas como evangelismo, missões e a obra do ministério pelo poder do Espírito, permanecem intactos nesse caminho. O poder de Deus continua a ser liberado de forma maravilhosa na vida das pessoas, produzindo a conversão, a santidade, a liberdade e a mudança de vida.A herança bíblica, rica e essencial, da Igreja no poder e na primazia da Palavra tem sido mais completamente desenvolvida quando as Igrejas dão mais tempo no culto à leitura em conjunto da Bíblia. Isto cumpre a admoestação de Paulo a Timóteo “dedique-se a ler as escrituras, a pregar e a ensinar”. Ironicamente, em um domingo, geralmente, se lêem mais as Escrituras geralmente em um serviço litúrgico tradicional do que nas reuniões evangélicas ou carismáticas

terça-feira, 26 de maio de 2015

Baixe Grátis o E-BOOK: Notas Sobre o Monasticismo e a Santidade Cristã

Paz e Graça!

No post de hoje, trazemos um pequeno livreto para apreciação dos leitores, se trata de notas introdutórias sobre o movimento monástico e o entendimento da santidade, através de uma perspectiva histórica, mas também teológica. 

O livro não discute de maneira densa ou aprofundada a questão proposta, mas elucida alguns pontos importantes do movimento, sua influência e o seu entendimento sobre santificação. O objetivo é que a leitura desperte a curiosidade de cada um e faça com que a pesquisa continue para além de suas páginas.

Enfim, que possamos aprender um pouco com este movimento da história cristã e assim aplicar em nossas vidas suas reflexões sobre como agradar ao Senhor. 





O E-book é gratuito, mas se você quiser ajudar na continuidade do blog e criação de novos e-books, sinta-se à vontade para doar







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sábado, 3 de maio de 2014

ECUMENISMO



Ecumenismo é o processo de busca da unidade. O termo ecumênico provém da palavra gregο ἰκουμένη (oikouméne), designando "toda a terra habitada". Num sentido mais restrito, emprega-se o termo para os esforços em favor da unidade entre igrejas cristãs; num sentido lato, pode designar a busca da unidade entre as religiões.

O Dicionário Aurélio define ecumenismo como movimento que visa à unificação das igrejas cristãs (católica, ortodoxa e protestante). A definição eclesiástica, mais abrangente, diz que é a aproximação, a cooperação, a busca fraterna da superação das divisões entre as diferentes igrejas cristãs.

Do ponto de vista do Cristianismo, pode-se dizer que o ecumenismo é um movimento entre diversas denominações cristãs na busca do diálogo e cooperação comum, buscando superar as divergências históricas e culturais, a partir de uma reconciliação cristã que aceite a diversidade entre as igrejas. 

Segundo a Igreja Evangélica Luterana do Brasil, o termo ecumênico quer representar que a Igreja de Cristo vai além das diferenças geográficas, culturais e políticas entre diversas igrejas.

 Nos ambientes cristãos, a relação com outras religiões costuma-se denominar diálogo inter-religioso. Este artigo foi desenvolvido na perspectiva do ecumenismo como a busca de unidade entre igrejas cristäs. Para uma visão macro-ecumênico, No mundo grego, ecumenismo significava "terra habitada", e tinha o sentido de "povo civilizado", de cultura aberta, tanto com uma perspectiva geográfica, como de civilização. Com as conquistas do Império Romano, o termo ganha mais uma conotação, a conotação política. Já no cristianismo, a palavra é utilizada numa perspectiva espiritual: a "terra habitada" passa a ser considerada obra de Deus, tornada habitável pela colaboração humana. Assim, assume a conotação de uma tarefa a realizar.


Em 381, o Concílio de Constantinopla refere-se ao Concílio de Niceia como Concílio ecumênico. Neste contexto, a palavra ecumênico refere-se tanto à reunião de pessoas de distintos lugares, quanto à doutrina e costumes eclesiásticos aceitos como norma para toda a Igreja Católica. Após o Império Romano, o termo ecumenismo deixa de ter a conotação política e passa a ser utilizado na Igreja. Por exemplo, o Credo Niceno-Constantinopolitano é considerado ecumênico por ser a profissão de fé aceito por todos os cristãos.


A raiz do ecumenismo moderno data do final do século XVIII, com as missões protestantes. O grande impulsionador destas missões, William Carey propôs a cooperação entre os cristãos para fazer frente à evangelização de um mundo cada vez maior a ser cristianizado. Mas o termo ainda tem conotações geográficas, enquanto busca a unidade em vista da expansão do Evangelho.

A partir dos movimentos Fé, Constituição, Vida e Ação. O termo ecumenismo espalhou-se nos ambientes eclesiais como o relacionamento entre as igrejas cristãs divididas na direção de superar as divergências teológicas, de aproximar os cristãos das diversas denominações e cooperar com a paz mundial.

sexta-feira, 28 de março de 2014

A Alemanha, o Nazismo e a Igreja Evangélica

simbolo do nazismo cristão


As ocorrências no mínimo moralmente discutíveis da igreja na história são inúmeras, da perseguição inquisitória ao costume de exploração de pessoas humildes por um teologia capitalista, a igreja, como instituição, se desfez dos verdadeiros caminhos muitas vezes. 

Um destes momentos foi o período entre guerras, na realidade contextual da Alemanha. Lá, muitos evangélicos apoiaram o golpe autoritário do nazismo e abraçaram de olhos fechados a ideologia de raça e povo superior, bem como, a violência e  a idolatria pelo estado, expurgando assim dos mais diversos grupos, os direitos e o prazer de viver uma vida humana. A igreja alemã cedeu as seduções do demônio e virou as costas ao Espírito Santo.

Desta involução teo-política, surgiu o Movimento Cristão Alemão e a Igreja do Heich, que sintetizou em suas fileiras as teses do nacional-socialismo e cristianismo positivo, flertando com posições neopagãs e materializando práticas avessas ao cristianismo evangélico, como a queima e impedimento de difusão de bíblias. 

Contudo, a fé evangélica alemã não se desfigurou por completo, entre aqueles que combateram o nazismo e sua ideologia, existiam não só intelectuais de esquerda e comunistas, mas também cristãos leigos, pastores e teólogos, dentre os quais  Karl Barth e Martin Niemöller.

Destes cristãos contrários ao terrível arcabouço ideológico e prático do nazismo, expressos nas mais diversas esferas, surgiu o que ficou conhecido como o movimento da igreja confessante. Nela, cristãos protestantes de diferentes confissões, reafirmaram, apesar de suas diferenças teológicas, seus compromissos com os princípios evangélicos de uma fé coerente.

Perseguida pelos nazistas, a igreja confessante não abriu mão de suas posições, mas no desenrolar da sua história acabou sofrendo grande retaliações do sistema político autoritário. Houve prisões e bens confiscados, dentre os presos e mortos estava Martin Niemöller. 

Contudo, a igreja confessante não teve seu legado destruído ou sequer diminuído. Ficou-se como grande ensino que a igreja do Senhor não deve se dobrar diante de nenhuma conjuntura política ou social. A vida cristã não é governada pelos desejos dos homens, mas pelo decreto do próprio Deus. Para concluir, deixo uma citação da Declaração Teológica de Barmen, documento sintetizador dos paradigmas deste movimento cristão:

 A Igreja cristã é a comunhão dos irmãos, na qual Jesus Cristo, em Palavra e sacramentos, através do Espírito Santo, age de uma maneira presente como Senhor. Na condição de Igreja de pecadores agraciados, ela tem a tarefa de testemunhar em meio a um mundo pecador, tanto com sua  como com sua obediência, tanto com sua mensagem como com sua ordem, que ela é somente propriedade do Senhor, que vive e pretende viver somente de seu conforto e a partir de sua orientação na expectativa de sua volta. 

Bibliografia

OLIVEIRA, Edson Douglas de. A TEOLOGIA DO SÉCULO XX: KARL BARTH. In: Comunidade Cristã Wesleyana. Disponível em: http://comunidadewesleyana.blogspot.com.br/2008/11/karl-barth.html


Igreja Nacional do Heich in: Wikipédia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_do_Reich

Igreja Confessante in: Wikipédia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Confessante

Declaração Teológica de Barmen in: Wikipédia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Declara%C3%A7%C3%A3o_Teol%C3%B3gica_de_Barmen

SCHLEGEL, Doug. CHRISTIANS TAKE STAND AGAINST 'MESSIANIC STATE in: WND FAITH, 01/2013. Disponível em: http://www.wnd.com/2013/08/christians-take-stand-against-messianic-state/

Movimento Cristão Alemão in: Wikipédia. Disponível em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Crist%C3%A3o_Alem%C3%A3